Termina nesta segunda-feira o prazo solicitado pelo Governo do Estado para dar uma resposta às reivindicações das polícias Civil e Militar sobre a reposição da inflação de 4,97%. No dia 24 a Polícia Civil fez um grande barulho em frente ao Palácio Iguaçu ao levar viaturas sem condições de trabalho, o que levou assessores do governador Ratinho Junior a pedirem um prazo de uma semana para estudar uma forma de atender aos militares.

A Polícia Militar, por questão de obediência  à Constituição, não pode fazer greve, mas os quartéis em todo o Estado ainda estão de prontidão para, em caso de não serem atendidos, realizarem uma operação padrão que seria cruzar os braços e não sair às ruas. Um coronel da reserva, que também está à frente da organização de uma possível paralisação, nos disse que o serviço que mais iria chamar a atenção da sociedade e do próprio governo é o número 190, onde a população liga para solicitar atendimento.

Uma fonte que esteve no encontro do general Hamilton Mourão com empresários na Associação Comercial do Paraná disse que ouviu uma conversa entre o vice-presidente e um empresário ligado ao Governo do Estado, que existe um pacto ente o Governo Federal, no caso formalizado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para que nenhum governador (ou Estado) conceda aumento de salário a servidores neste momento de crise em que passa o país. Se esse pacto realmente foi firmado, o governador Ratinho Junior certamente não promoverá reajustes aos servidores em greve.

O governador tem dito que, para promover um aumento salarial ou repor perdas salariais neste momento, o Estado teria que aumentar impostos, o que não pretende fazer. “Estamos sem recursos e ainda no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, não podemos ultrapassar esses limites sob pena de responsabilidade em não receber investimentos do Governo Federal”, disse.

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