Quem nunca apostou ou sonhou em ganhar na mega sena ou alguma outra loteria? Mas será que ser anunciado em todo o País como o sorteado faz parte desse sonho?

Essa pode passar a ser a realidade de quem aposta nos números certos, se for aprovada uma proposta do senador Paulo Bauer, do PSDB de Santa Catarina.

A norma geral que regulamenta a exploração de loterias no Brasil, e que criou os concursos conhecidos pela população como lotofácil, quina e dupla-sena, é um decreto-lei de 1964. E ainda hoje este tipo de aposta é alvo de denúncias por uso como meio de lavagem de dinheiro.

Paulo Bauer diz que a divulgação dos dados cadastrais dos ganhadores de prêmios de loterias pode evitar fraudes, dar mais transparência aos sorteios e evitar suspeitas sobre uma série de “coincidências” que ocorrem nos concursos.

(Paulo Bauer) O projeto de lei que eu apresentei determina que, a partir de agora, qualquer apostador na hora em que compra o bilhete já estará sabendo que em 90 dias depois de ganhar o prêmio, o nome dele estará divulgado pela Caixa Econômica para conhecimento do Brasil inteiro.

Paulo Bauer lembrou o escândalo dos anões, em 1993, em que o ex-deputado federal João Alves renunciou para não ser cassado após a divulgação de um esquema de compra de bilhetes premiados para lavar dinheiro desviado do Orçamento. O senador destacou que é preciso seguir os padrões internacionais para evitar casos como este.

(Paulo Bauer) Em países mais desenvolvidos, quando a pessoa compra um bilhete de loteria ela sabe que seu nome será divulgado.

No Brasil, nós também precisamos fazer isso. A proposta estabelece ainda que a lei deverá alcançar também as loterias estaduais e municipais, e não somente aquelas administradas pela Caixa Econômica Federal.

O projeto vai ser analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos e em seguida pelo plenário do Senado.