PROCURADOR DO MPMG COBRA AUMENTO DE SALÁRIO EM REUNIÃO INTERNA DO ÓRGÃO (FOTO: REPRODUÇÃO/GOOGLE MAPS)

“Um salário relativamente baixo, sobretudo para quem tem filhos”, disse o procurador no áudio

‘Com esse miserê vou virar pedinte’, diz procurador em áudio

indignação de Leonardo Azeredo aconteceu depois do Procurador-Geral de Justiça de Minas, Antônio Sérgio Tonet, informar que, caso o Estado assine acordo de recuperação fiscal com o Governo Federal, não será concedido qualquer reajuste salarial.

“Um salário relativamente baixo, sobretudo para quem tem filhos. Como é que o cara vai viver com R$ 24 mil? O que de fato nós vamos fazer para melhorar a nossa remuneração? Ou nós vamos ficar quietos?”

Em outra parte do áudio, o procurador Leonardo Azeredo diz estar deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito. Além disso, disse que como ele, vários outros trabalhadores estão vivendo à base de antidepressivo.

“Estou falando desse jeito aqui com dois comprimidos sertralina por dia, tomo dois ansiolíticos por dia e ainda estou falando desse jeito. Imagine se eu não tomasse? Ia ser pior que o ‘Ronaldinho’. Vamos ficar desse jeito? Nós vamos baixar mais a crista? Nós vamos virar pedinte, quase?”

Azeredo recebe remuneração bruta de R$ 35 mil

De acordo com o Portal da Transparência, Leonardo Azeredo recebe remuneração bruta de R$ 35. 462, 22 mil. Com desconto, o valor cai para, aproximadamente, R$ 24 mil. Mas, de janeiro a julho de 2019, incorporaram-se aos vencimentos indenizações e outras remunerações em valores que ultrapassam R$ 20 mil.

O maior vencimento recebido pelo procurador foi em junho, com o valor líquido de R$ 50.104, 64 mil. Somados com indenizações e outras verbas, o valor chegou a R$ 78. 617,66 mil.

MP-MG se pronuncia

Em nota, o Ministério Público informou que não há nenhum projeto em andamento sobre adoção de benefícios pecuniários para a carreira de procuradores e promotores de Justiça. Ainda foi informado que o MP-MG toma todas as medidas cabíveis para reduzir gastos, especialmente com folha de pessoal, visando mantê-los dentro do limite legal de 2% da receita corrente líquida.

A polêmica foi assunto no RIC Mais Notícias desta terça-feira, confira!