Muitas vezes usamos certas expressões, mas não temos ideia do que elas significam. Tanto os provérbios quanto os ditados populares constituem uma parte importante de cada cultura.
Então que tal aprender a origem de alguns deles. Confira agora a origem de 15 expressões que usamos no nosso dia-a-dia:

1- Fazer vaquinha

Como todo bom brasileiro, essa é uma das expressões populares que mais devem fazer parte da sua vida. Mas, esse não é um ditado atual.

A expressão foi criada pela torcida do Vasco, na década de 1920, quando os torcedores arrecadava dinheiro para distribuir entre os jogadores, caso vencessem o jogo com um placar histórico.
O valor era inspirado em números do jogo do bicho, por exemplo: vitória por 1 x 0 rendia um coelho, número 10 no jogo e que representava, em dinheiro, 10 mil réis. A vaca era o número 25 no jogo e, portanto, representava 25 mil réis, o prêmio mais cobiçado pelos jogadores.

2- Terminar em pizza

O termo quer dizer que alguma coisa errada vai ficar sem punição e também teve origem no futebol, mais exatamente na década de 1960. Nessa época, um dos dirigentes do Palmeiras estava há 14 horas em uma reunião sobre assuntos do time quando a fome bateu e o encontro “sério” acabou em uma pizzaria.

Foi um jornalista esportivo, chamado Milton Peruzzi, que acompanhava a reunião pelo Gazeta Esportiva, que usou a expressão pela primeira vez na manchete: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.
O termo passou a ser bastante associado à política em 1992, com o impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Como o processo de afastamento de um presidente ainda era novidade no Brasil, a maior parte da população não conseguia dizer o termo em inglês, sem contar que muitos não acreditavam que Collor seria realmente punido e acabavam usando a expressão.

3- Matar cachorro a grito

De acordo com algumas narrativas, a origem dessa expressão idiomática teria surgido a partir de uma piada popular no século XVI. Segundo a anedota, um homem entra em uma cidade nova e é atacado por um cão. Tentando desesperadamente se defender do animal, o indivíduo tenta pegar uma pedrão do chão, mas esta está presa.

Ao se deparar com essa situação de grande aflição, o homem grita: “maldita cidade onde os cães estão soltos e as pedras estão presas!”

4- Onde judas perdeu as botas

Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 moedas, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E as 30 moedas não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.

5- Amigo da onça

Amigo da Onça era um personagem criado pelo chargista Andrade Maranhão para a revista O Cruzeiro. A charge circulou de 1943 a 1961 e se tratava sobre uma pessoa que sempre dava um jeito de levar vantagem sobre as outras, colocando seus amigos em situações embaraçosas.

6- As paredes tem ouvidos

A rainha Catarina de Médicis, esposa de Henrique II (rei da França), perseguia implacavelmente os huguenotes. Para saber quem eram seus inimigos, mandou fazer uma rede com tubos acústicos nos tetos do palácio real, o Louvre. Isso permitia escutar com perfeição o que se falava nos outros cômodos. Esse método de espionagem permitiu que acontecesse a matança conhecida como a Noite de São Bartolomeu (em 24 de agosto de 1572).

7- Custar os olhos da cara

Dizem que a expressão surgiu em referência ao espanhol Diego de Almagro, que viveu entre os anos 1479 e 1538. Ele foi um dos conquistadores da América e teria perdido os olhos quando tentava invadir uma fortaleza inca.

Ele próprio teria dito que defender os interesses da coroa espanhola teria custado seus olhos da cara, ao falar sobre o assunto ao imperador Carlos I, da Espanha.

8- Salvo pelo gongo

O ditado tem origem na na Inglaterra. Lá, antigamente, não havia espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados para o ossário e o túmulo era utilizado para outro morto. Só que, às vezes, ao abrir os caixões,os coveiros percebiam que havia arranhões nas tampas no lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.

Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Desse modo, ele seria salvo pelo gongo.

9- Por a mão no fogo

Esse era um tipo de tortura praticada na época da inquisição da Igreja Católica. Quem pegava esse tipo de castigo por heresia tinha a mão envolvida em estopa e era obrigado a andar alguns metros segurando um ferro aquecido.

Depois de três dias, a estopa era arrancada e a mão do “herege” era examinada: se ainda estivesse queimada, o destino era a forca. No entanto, se estivesse ilesa, era porque a pessoa era inocente.
É por causa disso que colocar a mão no fogo ou fogo nas mãos virou uma espécie de atestado de confiança.

10- Rodar a baiana

Quem nunca? A expressão quer dizer da um escândalo em público e teria se originado nos blocos de Carnaval do Rio de Janeiro no início do século 20.

Dizem que nessa época, alguns malandros aproveitavam a folia para dar beliscões no bumbum das moças dos desfiles até que capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas para proteger as garotas do assédio.
Daí, quando algum engraçadinho desavisado avançava o sinal, levava um golpe de capoeira e, quem estava se fora, só via a “baiana rodar” sem entender direito o que estava acontecendo.

11- A cobra vai fumar

Durante o governo de Getúlio Vargas, em plena 2ª Guerra Mundial, o Brasil tentava se aproximar dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, da Alemanha. Então, passaram a dizer por aí que seria mais fácil uma cobra fumar que o Brasil entrar na guerra.

Mas, a verdade é que acabamos no meio do conflito, apoiando os Estados Unidos. Em resposta aos boatos desaforados, os soldados brasileiros da Força Expedicionária adotaram então como símbolo um escudo com uma cobra fumando.

12- Santo do pau oco

A expressão vem do Brasil colonial, quando os impostos sobre o ouro e sobre as pedras preciosas eram muito altos. Então, para enganar a coroa, os mineradores escondiam parte de suas riquezas em santos que tinha abertura na madeira e o fundo oco.

Dessa forma, eles podiam passar pelas Casas de Fundição sem pagar impostos abusivos, já que ninguém dava importância ao santo que estava sendo carregado.

13- Puxa-saco

Esse ditado, segundo dizem, teria nascido nos quartéis brasileiros e era um apelido dado aos soldados de baixa patente que tinham a obrigação de levar sacos de suprimentos durante as viagens e campanhas do exército.

14- Com a corda toda

Antigamente, os brinquedos que possuíam movimento eram acionados torcendo um mecanismo em forma de mola ou um elástico, que ao ser distendido, fazia o brinquedo se mexer.

Ambos os mecanismos eram chamados de “corda”. Logo, quando se dava “corda” totalmente num brinquedo, ele movia-se de forma mais agitada e frenética. Daí a origem da expressão.

15- Pagar o pato

A expressão deriva de um antigo jogo praticado em Portugal. Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (em um cavalo) deveria passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do poste.
Quem perdia era que pagava pelo animal sacrificado. Sendo assim, passou-se a empregar a expressão para representar situações onde se paga por algo sem ter qualquer benefício em troca.
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