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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) alerta os fumantes sobre a importância de largar o hábitono atual contexto, tendo em vista o conjunto de sintomas da Covid-19 e a sobrecarga da rede de saúde no País.

Em nota, a entidade pontuou que o tabagismo provoca inflamações e prejudica o sistema imunológico, aumentando o risco de infecções por vírus, bactérias e fungos.

O Inca também observou que os fumantes têm mais tendência a desenvolver sintomas graves de Covid-19, devido à suscetibilidade ocasionada pelas substâncias nocivas do cigarro.

Conforme menciona o instituto, os fumantes convivem geralmente com a capacidade pulmonar já reduzida. Por isso, são acometidos mais frequentemente por infecções como sinusite, traqueobronquite, pneumonia e tuberculose.

“Podemos dizer que o tabagismo, por sua vez, é fator de risco para a Covid-19”, acrescenta o comunicado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em média, um em cada seis infectados por Covid-19 apresenta o quadro grave da doença e tem dificuldade para respirar.

No Brasil, dos 800 óbitos informados pelo Ministério da Saúde até a semana passada, 655 tinham como causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A SRAG é capaz de desencadear a disfunção de órgãos, exigindo internação do paciente, inclusive em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda segundo o boletim do ministério, 59,1% dos pacientes que faleceram por SRAG eram homens.

A taxa de tabagismo caiu 40% no País, entre 2006 e 2018. Apesar disso, enquanto 6,9% das mulheres declararam ainda manter o hábito em 2018, o índice entre homens chegava a 12,1%, conforme demonstrou relatório do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O documento do Vigitel ressalta outras informações que são relevantes, se cruzadas com os do perfil dos infectados por Covid-19. No grupo de fumantes idosos com 65 anos de idade ou mais, a proporção era de 6,1%, naquele ano. Já entre pessoas na faixa etária de 55 a 64 anos, o índice dobrava, passando a ser 12,3%.
DANOS DO FUMO PASSIVO
Outro aspecto a ser lembrado são os danos do fumo passivo. Anualmente, o tabagismo passivo causa cerca de 880 mil mortes em todo o mundo, das quais 58 mil, aproximadamente, são de crianças de 0 a 14 anos.

A fumaça do cigarro contém mais de 7 mil compostos e substâncias químicas. Desse total, 69, no mínimo, são cancerígenos. Embora talvez se possa pensar que não haja nada tão danoso, o Inca aponta que a fumaça que sai da ponta do cigarro e se espalha pelos ambientes carrega até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala.

Dicas para abandonar o cigarro
Na nota, o Inca pondera, ainda, que os fumantes podem estar colocando a saúde em risco pelo simples gesto de levar a mão à boca sem higienizá-la adequadamente, o que facilita a infecção por Covid-19.

Comentando que os pulmões já funcionam melhor em um intervalo de 12 a 24 horas após o corte no hábito, o instituto listou orientações que podem ser seguidas:

  1. Marque uma data ainda esta semana para deixar de fumar.
  2. Enquanto não chega o dia que você marcou, reduza o número de cigarros diariamente, começando pelo adiamento do primeiro cigarro do dia. Não fume logo depois do café da manhã, do almoço, do lanche e do jantar. Essas medidas ajudam a diminuir o número de cigarros e vão preparando seu corpo para o dia d.

 Agora Litoral

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